Análise – Tomb Raider 4: The Last Revelation
Tomb Raider ao pé da Letra.
Por Hugo Salustiano - World Croft
Tumbas. O que você pensa ao ouvir essa palavra? Eu, particularmente, sempre lembro do Egito primeiramente. E então, em
O acordar de Set ( e da Core também!)
Enquanto alguns podem achar esse game insuportavelmente repetitivo, por apenas ter Egito (e duas fases iniciais no Camboja), para outros, como eu, acharam esse game incrível. O game pode não ser inovador, mas digamos, varia bastante no quesito criatividade e história, com gráficos bem mais evoluídos e um fim realmente muito, mas muito surpreendente.
A história, para começar, não se inicia na corrida Lara/bandidos atrás de algum artefato místico. As primeiras duas fases introduzem o tutor de Lara quando ela era jovem, Werner Von Croy. Nessas fases, você controla a jovem Lara de 16 anos e os dois estão atrás do artefato de Íris. Até que um acidente acontece. O game vai para o presente, e Lara está no Egito, apenas fazendo o que mais gosta de fazer, explorar. Ela e o guia chegam à tumba do deus do mal, Set. Mas Lara, removendo o Amuleto de Hórus, deus egípcio dos homens, acaba libertando-o da estatua onde estava aprisionado. Isso espalha o caos e a destruição, e põe em risco a existência de vida no mundo. O game inteiro é uma corrida de Lara contra o tempo, para arrumar a (em bom português) “cagada” que fizera.
A Core finalmente acordou e fez um game onde o próprio enredo conseguiu superar a mesmice. Aliás, para os amantes de Antigüidade, esse game é um prato cheio. Porém não é só a história que melhorou. Os gráficos também melhoraram, Lara ganhou novas armas e meios de transporte e os inimigos sobrenaturais e o clima do jogo estão ambos assustadores. E para quem gosta mesmo de explorar tumbas, esse game é um prato cheio, porque as tumbas estão mais escuras e tenebrosas que o normal. Os secrets também estão em locais muito bem bolados.
A Última Revelação
Atenção: o texto a seguir contém spoilers. Se você ainda não jogou Tomb Raider 4, ou não quer saber o que acontece, não leia!
Um dos temas mais intrigantes e surpreendentes é o final um tanto quanto peculiar. Após re-aprisionar Set, Lara escapa da tumba que está desmoronando e, na porta de saída, dá de cara com Von Croy. Claro, Lara hesita em dar mão para ele, para sair na tumba. Porém, antes de Lara se decidir, é tarde demais. A tumba desmorona sobre sua cabeça e a porta se fecha. Fim do game. Fim da série? Era para ser. Apesar de tudo, Tomb Raider 4: The Last Revelation é, juntamente com Tomb Raider 3: Adventures Of Lara Croft, um game que caiu na mesmice. Apesar de TR 4 vir com um ótimo enredo e exploração de sobra, também chega a ser cansativo em algumas partes, devido à extensão e à falta de inovações. Claro, Tomb Raider tem que ter tumbas fedidas e exploração, mas ainda falta alguma coisa. Sabe, algo inovador. Algo que o faça pensar: “Caraça! Por que não pensaram nisso antes?”. Infelizmente, não é com esse game que chega a inovação. E talvez a Core tivesse desistido de tentar inovar, pois definitivamente quis “enterrar” nossa musa Croft. Porém, não conseguiram. Os protestos foram grandes e a Core lançou um outro game em 2000, Tomb Raider: Chronicles. Apesar de todos os pontos bons e os pontos ruins, e até mesmo soando como um “clichê”, Tomb Raider 4: The Last Revelation é um game incrível e com certeza vai aumentar, nem que seja um pouco, sua cultura sobre os egípcios. E quem sabe até faça você começar a prestar atenção nas aulas de história.
Veredicto
Pontos Fortes: Enredo incrível, clima totalmente egípcio: enigmático e curioso.
Pontos Fracos: Ainda não está no ponto, ou seja, ainda não é o Tomb Raider que esperávamos.
Visual: 8
Diversão: 8
Jogabilidade: 7
Som: 10
Desafio: 9
Nota Final: 8.5

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